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Luana Orlandi


Despedida

O curso de Mídia e Poder, ministrado pelo professor Dimas Künsch no primeiro semestre de 2008 dentro do currículo da pós-graduação lato-sensu, foi fundamentado em uma série de conceitos que podem ser utilizados para enxergar de maneira complexa e abrangente as relações de poder que existem no âmbito da comunicação. Abaixo, uma lista dos temas estudados e/ou relevantes dentro do estudo de Mídia e Poder, vistos em sala de aula:

 

I - Ponto de vista epistêmico

Um dos eixos centrais do curso foi a questão do ponto de vista epistêmico – um paradigma das análises e discussões. A idéia de que toda verdade tem dois lados (apenas) é limitada e presa ao paradigma da dialética, que dominou a produção intelectual ocidental do século XX. Em nosso curso, procuramos nos nortear pelo paradigma da complexidade, da compreensão e da visão através de múltiplas perspectivas.

 

II - Conglomerados midiáticos

O segundo grande tema abordado foi a questão dos conglomerados midiáticos e sua situação atual. A concentração do controle sobre os meios de comunicação nas mãos de um grupo reduzido de pessoas deve ser levada em consideração ao se estudar as relações de poder no universo da comunicação. Além disso, a transformação da informação em produto também foi tema bastante discutido pelo grupo.

 

III - Convergência digital

Em seguida tratamos da convergência digital e do suposto embate entre novas e velhas mídias. Dentro desse tema, um dos pontos mais marcantes foi a questão de que as novas mídias não substituíram completamente as “velhas” mídias e, em alguns casos, “velhas mídias” como jornais até aumentaram de circulação em vários países.

 

IV - Modernidade Líquida/ Príncipe Eletrônico

As aulas posteriores trataram das idéias de Modernidade Líquida, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman; e do Príncipe Eletrônico, conceito idealizado pelo sociólogo brasileiro Otávio Ianni.

 

A idéia da modernidade ser, hoje, líquida, caracterizada pelo dinamismo extremo e pela incapacidade de manter a forma, pode ser facilmente aplicada nas relações e transações que ocorrem nos meios de comunicação. Diariamente surgem novos canais e ferramentas de comunicação e, cada vez mais, fica complicado enxergar tendências ou arriscar previsões sobre o futuro da comunicação.

O conceito de Príncipe Eletrônico, por sua vez, nos faz pensar sobre o poder que a mídia, como um todo, pode acumular. E sobre como esse poder afeta, ainda que passivamente, a sociedade. Esse conceito também fica implícito nas obras literárias Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, e 1984, de George Orwell, ambas trabalhadas e estudadas durante os seminários promovidos pela disciplina.

V - Cultura Mc World

O tema seguinte foi: “Cultura Mc World”, assunto relacionado a questão dos conglomerados midiáticos e sua relação de promiscuidade com o mundo da propaganda. O termo cunhado por Benjamin Barber trata do mundo globalizado como um grande mercado estável, onde todos trabalham pela manutenção da ordem (que no caso é o equilíbrio entre produção e consumo), de forma semelhante a abordada no livro Admirável Mundo Novo.

 

Nesse interim, assistimos o documentário The Corporation, de Mark Achbar (escrito por Joel Bakan) e fomos apresentados ao livro No Logo, de Naomi Klein, que compartilham uma visão catastrófica das corporações mundiais, e lançam um alerta para que não se negligencie as conseqüências criadas pela globalização desenfreada. Isso remete diretamente aos grandes grupos midiáticos, que se tornaram verdadeiros gigantes transnacionais, e que apresentam comportamento análogo ao das empresas tratadas nessas duas obras.

 

Nessas mesmas aulas, foi discutida também a visão de Oliviero Toscani sobre a publicidade, e a necessidade de se pensar mais profundamente ao comunicarmos algo ao mundo.

 

VI - Agenda setting/ Espiral do Silêncio

Nas últimas aulas, falamos de agenda setting e espiral do silêncio. Ambas podem ser relacionadas com o conceito de Príncipe Eletrônico, já exposto aqui. A agenda setting é inerente ao príncipe eletrônico, a partir do momento em que ele passa a definir quais serão as pautas importantes para a sociedade. Já a espiral do silêncio é justamente a reação (ou não-reação) silenciosa e passiva à ação de agenda setting. São os casos onde uma causa realmente relevante para a sociedade é abafada ou suprimida pela influência de grupos que detém o controle dos meios de comunicação. 

 

VII - Final

Fechamos o curso com a exibição de trechos de filmes de Charles Chaplin, em especial a cena do discurso de O Grande Ditador, que mostra que os meios de comunicação podem ser utilizados de diversas maneiras, inclusive algumas positivas. Talvez seja essa a real síntese do curso.

 

Obs: O curso teve como ponto positivo a exibição de trechos de filmes e slides relacionados com Mídia e Poder, como os ótimos hollywoodianos “O Quarto Poder” e “Mera Coincidência”, o que conferiu interatividade e gerou boas discussões entre os alunos, enriquecendo o conhecimento de todos. Em relação a utilização de um blog como canal de divulgação de idéias, também é algo que deu um dinamismo importante ao aprendizado, e integrou alunos e professor nas discussões do tema central da disciplina.

 

Bibliografia:

 

• ARBEX JÚNIOR, José. Showrnalismo: a notícia como espetáculo. São Paulo: Casa Amarela, 2001.
• CASTELL, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões sobre a sociedade, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
• CHAUÍ, Marilena. Simulacro e poder. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2006.
• CHOMSKY, Noam. Controle da mídia: os espetaculares feitos da propaganda. Rio de Janeiro: Graphia, 2003.
• COSTA, Caio Túlio. “Por que a nova mídia é revolucionária”. Líbero IX, n. 18, dez. 2006, pp. 19-30.
• DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
• DEBRAY, Régis. O Estado Sedutor. Petrópolis: Vozes, 1994.
• HOHLFELDT, Antonio. “Hipóteses contemporâneas de pesquisa em comunicação”. In: HOHLFELDT, Antonio, MARTINO, Luiz C. e FRANÇA, Vera Veiga, Teorias da comunicação: conceitos, escolas e tendências. 5ª. edição, Petrópolis: Vozes, 2005, pp. 187-240.
• HUXLEY, Aldous. Admirável mundo novo. 2ª. edição, Rio de Janeiro; Globo, 2001.
• JORNAL NACIONAL: A NOTÍCIA FAZ HISTÓRIA. 12a. ed. revista, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005.
• KELLNER, Douglas. A cultura da mídia. Bauru, SP: Edusc, 2001.
• KOVACK, Bill e ROSENSTIEL, Tom. Os elementos do jornalismo: o que os jornalistas devem saber e o público exigir. São Paulo: Geração Editorial, 2003.
• KUCINSKI, Bernardo. Jornalismo na era virtual: ensaios sobre o colapso da razão ética. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, Editora Unesp, 2005.
• KUNSCH, Dimas A. O Eixo da Incompreensão: a guerra contra o Iraque nas revistas semanais brasileiras de informação. Tese de Doutorado, São Paulo: ECA-USP, 2004.
• KUNSCH, Dimas A. “Comprehendo, ergo sum: epistemologia complexo-compreensiva e reportagem jornalística”. Communicare 5, n. 1, 1º semestre 2005, pp. 43-54.
• KUNSCH, Dimas A. “Teoria guerreira da incomunicação: jornalismo, conhecimento e compreensão do mundo”. Líbero ano VIII, n° 15/16, 2005, pp. 22-31.
• LIMA, Venício A. de (org.). A mídia nas eleições de 2006. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2007.
• MORAES, Dênis de. O planeta mídia: tendências da comunicação na era global.Campo Grande: Letra Viva, 1998.
• MORAES, Dênis de (org.). Por uma outra comunicação. Rio de Janeiro: Record, 2004.
• MORIN, Edgar. A cabeça bem-feira: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.
• ORWELL, George. 1984. 29ª. edição, São Paulo: Editora Nacional, 2003.
• RAMONET, Ignacio. A tirania da comunicação. Petrópolis, Vozes, 1999.
• SERVA, Leão. Jornalismo e desinformação. 2ª edição, São Paulo, Editora Senac, 2001.
• TALESE, Gay. O reino e o poder: uma história do New York Times. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
• TOSCANI, Oliviero. A publicidade é um cadáver que nos sorri. 2ª. edição, Rio de Janeiro: Ediouro, 1996.
• WARD, Mike. Jornalismo online. São Paulo: Roca, 2006.



Escrito por Luana Orlandi às 11h32
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Mídia e Poder

http://www.youtube.com/watch?v=Iq5P2Pxjiv8

Roberto Guimarães, jornalista e escritor, sócio-proprietário do estúdio BIZU - Design com Conteúdo, fala sobre o jornalismo e suas relações com o poder.



Escrito por Luana Orlandi às 18h13
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Hoje é dia de Fidel

Bom dia, leitores!

Hoje tem seminário na aula do Dimas. Eu e mais oito colegas formamos o primeiro grupo a se apresentar na disciplina Mídia e Poder. O tema de nosso seminário é a saída de Fidel Castro do poder, em Cuba, e como dois veículos de comunicação brasileiros reportaram este evento. Os veículos em questão são as semanais Carta Capital e Veja. Compararemos como o caso foi noticiado por cada uma delas, apontando diferenças e possíveis "tendencionismos", orientações ideológicas, etc.

O grupo trabalhou muito bem, unido, e agora vamos a luta!

O resultado pode ser conferido hoje, a partir das 19h, no mesmo 'bat-lugar' de sempre...

Enjoy! ;o)



Escrito por Luana Orlandi às 11h40
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Meus amigos são os melhores

Sente só o PESO do mais novo blog da turminha de Mídia e Poder do Dimas. AQUI. Claro, ele é meu amigo e o mais sagaz aluno da classe.

Escrito por Luana Orlandi às 18h27
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Os blogs

Sim, eles são o melhor espaço independente para a comunicação, no mundo nosso de todo dia. 'Territorio Libre'! Ié!



Escrito por Luana Orlandi às 18h11
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Fazendo Media

Site interessante (e, até a poucos minutos, desconhecido por mim) para quem pretende discutir Mídia e Poder. AQUI.



Escrito por Luana Orlandi às 17h16
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Mídia e Poder no cinema

 

Boa noite e boa sorte (Good night, and good luck)

 

Direção: George Clooney

Ano de produção: 2005

 

O filme, que teve 4 indicações ao Globo de Ouro e 6 indicações ao Oscar, narra o embate entre o jornalista Edward Murrow, da CBS, e o senador americano Joseph MacCarthy, nos Estados Unidos dos anos 50. Na mesma época, eram iniciadas as primeiras transmissões jornalísticas pela televisão, fazendo com que notícias e comentários de jornalistas atingissem um número recorde de espectadores em todo o país, como nunca antes na história.

 

O título original é a saudação utilizada por Murrow ao se despedir dos telespectadores de “See it now” (programa apresentado por ele nos anos 50 e palco principal do filme), quando desejava a todos “Boa noite e boa sorte”. Em preto-e-branco, com jazz de primeira qualidade executado pela impecável Diane Reeves, “Good night, and good luck” traz a história real de um político inescrupuloso que promove uma “caça aos comunistas” dentro do país, amedrontando e confundindo milhões de americanos. E a coragem de um jornalista que, com o suporte de uma equipe fiel e de seu canal de televisão, ousa enfrentar o poderoso líder.

 

A “caça às bruxas comunistas” de McCarthy consistia em acusar, sem provas, trabalhadores comuns do país (curiosamente, negros, estrangeiros e minorias étnicas) de comunismo, ou “red scare” (ameaça vermelha, no sentido literal) – “ameaças reais” à segurança pública. Estas pessoas eram expostas, iam a julgamento, perdiam seus empregos e dignidade, tudo isto sem haver nenhum fato concreto. Murrow, indignado e em busca de levar aos seus espectadores a verdade, a notícia sem “tendencionismos”, compra uma briga com o senador em seu programa semanal, desmascarando-o aos poucos em rede nacional. O que, obviamente, irrita profundamente anunciantes e membros do governo, e coloca a CBS em situação de risco. Pois, no meio desta guerra travada entre o jornalista e o político, raríssimos eram os meios de comunicação ou profissionais da área a defender as posições de Murrow, ou até mesmo comentar as denúncias contra o senador. E, para anunciantes e publicitários, a televisão deveria servir, a grosso modo, para vender seus produtos, divertir e alienar o público, distanciando-o de notícias “desagradáveis” e “perturbadoras da paz”. O jornalismo, que deveria acima de tudo defender o direito à liberdade de comunicação e de saber, era então um “agente” submetido ao crivo dos “pagantes” para operar e informar, de acordo com os interesses comerciais da empresa.

 

Dentro desta “guerra” travada, o enredo de “Good night, and good luck” se desenrola com programas inteiros dedicados a desmascarar as táticas infundadas do senador para atacar inocentes, enquanto se multiplicam as ameaças aos funcionários da CBS e, em particular, da equipe de Murrow, por parte dos interessados em “abafar o caso”. É interessante saber que, originalmente, o programa “See it now” era dedicado, prioritariamente, a trazer para os espectadores notícias cotidianas, curiosas e os acontecimentos “marcantes” da semana. Sua linha editorial era assim definida: “Simples, lúcida e inteligente análise das novas “top” histórias da semana, na televisão. Uma forma efetiva de apresentar as notícias e personalidades envolvidas nelas com humor, e às vezes indignação, porém sempre com um tratamento cuidadoso”. Ou seja, os idealizadores do programa não pretendiam gerar polêmicas ou revelar escândalos do poder, porém não contavam com um jornalista como Murrow à frente da programação.

 

Assim, sendo primeiramente um programa de apelo popular, não se sabia exatamente como os telespectadores reagiriam às denúncias, sérias e politizadas, de Murrow. Porém, estas foram aprovadas pela maioria esmagadora dos americanos. Provando que, ao contrário do que anunciantes, empresários e políticos defendiam, os espectadores não eram tão alienados quanto se supunha. Um fato isolado no filme, que merece destaque e mostra o sucesso e poder do programa no contexto social da época, é a aparição de um tenente (irlandês) da Aeronáutica que é acusado de comunismo e, por isso, expulso de seu cargo. Não havia nenhuma evidência de comportamento “fora de padrões”, seu trabalho nunca fora questionado mas, depois de insinuações de McCarthy, o homem em questão perde o emprego e a dignidade, perante os americanos de todo o país. Tendo conhecimento do caso, Ed Murrow convida o homem e seus familiares ao programa, tendo espaço para dar sua versão dos fatos àqueles telespectadores. Com as denúncias de Ed Murrow em seu “See it now” e o apelo popular ali gerado, o caso volta a ser investigado, e a Aeronáutica decide readmitir o tenente, concordando que nunca existira provas de comportamento subversivo por parte do empregado.

 

O empenho do jornalista culmina num pronunciamento do próprio McCarthy, exercendo seu direito de resposta em rede nacional, buscando apoio dos espectadores da CBS. Porém, ao invés disso, McCarthy dá um tiro no pé, sendo colocado sob investigação pelo Senado, por conta de suas denúncias de difícil comprovação, logo após a transmissão. Esta foi, sem dúvida, a maior vitória da equipe de Ed Murrow. A verdade viera a tona, e a máscara do senador finalmente caíra, em frente a milhares de americanos atônitos.

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* O filme mostra a luta incansável de um bom jornalista para levar ao seu público informações relevantes e de importância social. Murrow acreditava, inclusive, que boas notícias poderiam ajudar a “desalienar” americanos, que estavam cada vez mais próximos de programas meramente de entretenimento e mais distantes de acontecimentos importantes para suas vidas, seu país. E a crença do jornalista é intrínseca ao exercício da profissão, seguindo o preceito de que informação é poder. Ou seja, quem tem acesso à informação variada, à cultura, tem também mais condições de formular pensamentos e opiniões próprias, e combater informações inúteis, falsas ou tendenciosas. O jornalista queria combater o que nós, profissionais de comunicação, combatemos até hoje: a censura, a meia-informação, a meia-verdade, existentes em favorecimento de anunciantes, empresários e “poderosos em geral”. Combate-se a “mercantilização” de informações (as notícias devem, impreterivelmente, passar pelo crivo de empresários e anunciantes para ser veiculadas, não importando seu valor como utilidade pública). Ou, no caso do filme, as notícias sem apuração, totalmente falsas, veiculadas sem critérios, apenas por partir da boca de um poderoso.

 

Mídia é poder, dentro deste contexto, por oferecer informações variadas para seus “consumidores”, e ter estas informações “consumidas” como verdades absolutas, sem muitas contestações. O que é veiculado por um jornal impresso ou um programa televisivo é encarado, pela maior parte da sociedade, como verdade incontestável. E é baseada nestas informações que as pessoas se instruem e formam opinião. O problema é que este poder pode servir a diversos lados, tanto para quem tem “o poder do capital” e não está interessado em ser “desmascarado” ou destituído de sua posição, como também para a opinião pública, pessoas que buscam nos meios de comunicação canais de boa e isenta informação. É óbvio que é deste lado que a mídia deveria estar sempre e em todos os casos, mas também sabemos que não é isso o que acontece, nem o que acontecia já no início da profissão.

 

A mídia tem, portanto, poder enorme para informar e ajudar nações inteiras a se instruírem e combaterem maus políticos, maus projetos, maus empresários, más idéias para si e os próximos. O que precisa é ter também a liberdade necessária para operar com dignidade e verdade, sempre, e combater assim os “donos do poder”, que muitas vezes têm apenas intenção de embaçar a vista das “grandes massas”.

 

  • Incansável defensor da idéia de que “combates devem acontecer no plano das idéias, e não de guerras”, Ed Murrow faz um belo discurso sobre o papel da mídia e dos jornalistas na Convenção da Radio-Television News Directors Association (Associação dos Diretores de Rádio e Telejornalismo), em 1958, data em que é homenageado. O pronunciamento pode ser lido aqui.
  • Não deixe de visitar o site oficial de “Boa noite e boa sorte”, aqui.


Escrito por Luana Orlandi às 20h28
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